Viver a história é fascinante.
Sentado à beira da janela, vendo as esculturas no jardim da casa dos bandeiristas, imaginei como seria a vida daqueles que ali moravam ou pousavam entre uma jornada e outra. A mata do entorno repleta de animais silvestres, alguns de impor medo, enche o ambiente com sons de aves e da água que corre no bosque próximo.
Tentei imaginar algumas cenas cotidianas dos bandeirantes que desbravaram aquela paisagem em busca de ouro e de um caminho para o litoral. Na rusticidade da época, chegavam em lombos de burros e cavalos, envoltos em capas de couro e chapéus de aba larga. A criadagem cuidava de receber os visitantes exauridos pela jornada do dia enquanto outros acolhiam os animais e lhes afrouxavam as cargas. Já dentro da casa, trocavam conversas sobre a viagem, o tempo e o cotidiano no local.
Imaginar estes cenários trouxeram uma sensação de nostalgia, como se tivesse vivido neste período da história, em que as noites eram iluminadas por estrelas e luz de candeeiro.
E foi assim que vivi um dia de história, ao pé do Pico do Itacolomi, em Ouro Preto, Minas Gerais.