terça-feira, 17 de maio de 2016

Roteiros da ER

Quando decidimos o que fazer nas férias, pensamos em várias possibilidades de viagens. Montanhas, cachoeiras, praias, algum lugar mais afastado das grandes cidades, a fim de procurar o merecido descanso.
Feitas as malas, partimos rumo à aventura. Optamos por conhecer o trecho final da região da Estrada Real, mais precisamente o caminho velho, em direção à Paraty no estado do Rio de Janeiro.
Começamos pela histórica Tiradentes, onde pegamos nosso passaporte da ER. Em nosso trajeto até o litoral passamos por Vilarejos, povoados, estradas vicinais e BR's. Depois de tomar um café com pão de queijo, fomos à cachoeira do marco zero, em Santa Cruz de Minas e depois seguimos para o distrito de Bichinho, onde seguimos a ER até Prados. O caminho de terra nos vislumbra com paisagens fantásticas e alguns casarões seculares.
de Prados tomamos rumo a Dores de Campos, distante 8km, com a intenção de passar em Barroso e depois seguir para Barbacena onde visitaríamos o museu da loucura. Infelizmente ao chegarmos lá descobrimos que ele estava fechado para reformas. Partimos em direção a nossa primeira pousada, na cidade de Bocaina de Minas. Passamos por Ibertioga, demos carona a um policial militar até Santana do Garambéu, voltamos até Piedade do Rio Grande e já à noite, paramos em Madre de Deus de Minas para fotografar, o que também fizemos em São Vicente de Minas e Liberdade, para finalmente chegar na Pousada Caminho de Minas, em Bocaina. Até aí já haviam sido rodados 571 Km, numa jornada de 10 horas e dezenas de locais fotografados.

MAPA FOTOGRÁFICO

segunda-feira, 28 de março de 2016

No caminho cachoeiras...muitas cachoeiras...





Sempre que o pó do asfalto cobre os poros, procuro um local para lavar a alma e repor minhas energias. Dentre os muitos caminhos que trilhei, sempre há um que me faz voltar, como se fosse meu cantinho dileto, sempre pronto a me acolher. Sinto-me em casa, fazendo um roteiro cercado de belas paisagens, riachos, pássaros e estradas de chão batido, localizado na região das vertentes, entre os municípios de Carmópolis de Minas, Oliveira e Passa Tempo, no centro-oeste mineiro.

Cercada de mistérios e histórias fantásticas, esta área está repleta de cachoeiras, algumas de fácil acesso, outras que exigem do caminhante um pouco de esforço para encontrá-las.
O roteiro começa pela cachoeira da velha usina em Passa tempo, situada na estrada que liga o município ao Distrito de Jacarandira. Esta cachoeira fica do lado esquerdo da estrada, no sentido da sede do município ao distrito de Tombadouro

Continuando o trajeto em direção ao Distrito de Morro do Ferro, no município vizinho de Oliveira,encontramos outras duas cachoeiras já próximo à divisa. A primeira na velha usina de energia elétrica, corre entre pedras e encontra com as águas da segunda, que no tempo das chuvas pode ser vista da estrada. Esta vem sofrendo com a ação contínua de atividades de mineração na região, e corre o risco de desaparecer. 

No povoado do tombadouro, encontra-se outra cachoeira acessível. Suas águas correm abaixo da estrada vicinal. Uma parede rochosa revela um passado avassalador de um ribeirão, que com o passar do tempo tornou-se um córrego, porém quando recebe um bom volume de chuva, mostra sua força natural.
Dentro deste emaranhado de serras, podemos contemplar belas paisagens e as marcas do passado em muros de pedra dos tempos coloniais.

Localizada no circuito turístico das vertentes, faz parte também da região da Estrada real. Para o amantes das trilhas, por suas estradas pode-se chegar na Histórica São João Del Rei sem precisar ir por asfalto. É um bom roteiro pra quem já se cansou dos mesmos caminhos, numa região de clima agradável e farta cultura, festas típicas e a deliciosa culinária mineira.





domingo, 28 de fevereiro de 2016

Um dia de história

Viver a história é fascinante. 
Sentado à beira da janela, vendo as esculturas no jardim da casa dos bandeiristas, imaginei como seria a vida daqueles que ali moravam ou pousavam entre uma jornada e outra. A mata do entorno repleta de animais silvestres, alguns de impor medo, enche o ambiente com sons de aves e da água que corre no bosque próximo. 
Tentei imaginar algumas cenas cotidianas dos bandeirantes que desbravaram aquela paisagem em busca de ouro e de um caminho para o litoral. Na rusticidade da época, chegavam em lombos de burros e cavalos, envoltos em capas de couro e chapéus de aba larga. A criadagem cuidava de receber os visitantes exauridos pela jornada do dia enquanto outros acolhiam os animais e lhes afrouxavam as cargas. Já dentro da casa, trocavam conversas sobre a viagem, o tempo e o cotidiano no local. 
Imaginar estes cenários trouxeram uma sensação de nostalgia, como se tivesse vivido neste período da história, em que as noites eram iluminadas por estrelas e luz de candeeiro.
E foi assim que vivi um dia de história, ao pé do Pico do Itacolomi, em Ouro Preto, Minas Gerais.

Lugares de Minas: Relatos do Santuário do Caraça - Padre Sarneel

Lugares de Minas: Relatos do Santuário do Caraça - Padre Sarneel: A Capelinha na voz e no coração do Padre Sarneel “Na chamada serra do Felizardo e a uma altura de duzentos metros do Colégio, uma simple...

terça-feira, 23 de junho de 2015

Fragmentos

um carro de boi, uma toada maneira. A vida no mais profundo rincão. entrar no brejo, no córrego pra nadar, andar sem pressa. fazer uma boa fogueira. Campear no pasto, atravessar a pinguela, ver a moenda do moinho e subir no pé de manga que fica lá no chiqueiro. Ver a água correr na bica, correr no terreiro onde seca o café, bater a vagem do feijão e tomar garapa no engenho. Pescar de peneira, armar arapuca, chupar cana caiana, correr da vaca brava. Pescar no açude, rodear no bananal, ver as moças do Bom Jardim na praça da matriz. Atravessar mata-burro, correr pela cava, fazer carrinho de espiga, debulhada no paiol. Gangorrar na porteira, roubar manga do boti, esconder no cupinzeiro, usar bodoque com mamona. Ouvir histórias de terror sob a luz da lamparina e ficar com medo de ir na casinha. Vigiar o forno de lenha que assa o biscoito, rosca e pão de queijo levantar às cinco e meia da manhã pra ir tomar leite na caneca tirado no curral. andar pela estrada de terra sem ter pressa de chegar. Sentar no carro de boi pra passear. Fazer guerra de tomate no fim da plantação. Tomar banho de bacia ou no chuveiro de serpentina, tomar café na beira do fogão a lenha. Pisar no formigueiro, soltar pipa, jogar bola, contar lorotas e rir. Sentar debaixo da árvore de óleo e ver o dia passar. Lembranças boas da infância. 

Sonhar e viver


Ao  findar da noite, quando o sono chega, visito minhas lembranças, em um mundo imaginário de sonhos envoltos na mistura de situações vividas com outras inimagináveis. 
Muitas vezes sonho que estou voando,sem ter auxílio de asas ou qualquer outra invenção humana que me levasse a tal feito. Gosto da sensação de estar sobrevoando por vales e cidades, de ver do alto paisagens diversas, sobretudo aquelas em que visualizo vales e cachoeiras por trás de montanhas imensas. É uma sensação de liberdade que transcende, que me leva a viajar para fora de mim, em um mundo vasto, onde disperso meus pensamentos e deles me sinto livre. Nesta inexplicável jornada visito lugares que nunca fui, invento outros que trago da mistura de lembranças e que me fazem sentir bem. 
Não sei como entro nesta viagem, ou qual situação me leva a este sonhar. O que sei é que quando me vejo em tal devaneio, sinto vontade de não mais tocar o chão, de querer flutuar sem rumo, ou de quando controlado, navegar pelos caminhos por onde passei, e que trouxeram uma rica e boa experiência em minha vida. Talvez por ser algo inesperado, estes sonhos me façam tão bem, pois as coisas rotineiras não me satisfazem. 
Minhas lembranças são tesouros bem guardados, delas faço meu reino, nelas construo castelos

Sentimento profuso.



Minh'alma pede para seguir, caminhar sem rumo, por o pé na estrada e simplesmente ir. Cansado do lugar comum e da vida rotineira, quero seguir em frente, desbravar o mundo, meu mundo. 
Sigo dividido entre a razão e a emoção, sendo o que eu mais quero é estar bem, viver bem, sem luxo e feliz comigo. Dentro deste devaneio posso fugir das agruras de um mundo sem sentido, de seres não mais humanos. 
Como é bom viajar, lançar-se por caminhos e seguir trilhando-os em busca de novas emoções e trazer na bagagem lembranças lugares não comuns, de paisagens exuberantes que trazem regozijo para a alma, ampliando a visão de mundo e que trazem um relaxamento para o corpo e a mente.

Diário de Bordo - NAS LONJURAS DESTA TERRA

S empre que posso dedico parte do tempo das minhas viagens em conhecer vilarejos remotos, acessíveis somente por estradas vicinais pouco mo...